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CPI do Crime Organizado ouve diretores da Polícia Federal para investigar facções

CPI do Crime Organizado ignora políticos ligados a facções e mira ministros do STF
Fabiano Contarato (C), presidente, Hamilton Mourão (E), vice, e Alessandro Vieira (D), relator - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A CPI do Crime Organizado inicia suas investigações ouvindo os diretores da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues e Leandro Almada da Costa nesta terça-feira (18). O requerimento partiu do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Segundo o relator, a presença da cúpula da PF é fundamental. A comissão busca compreender o poder das organizações criminosas. Além disso, os senadores investigam o grau de infiltração nos estados e o impacto das estruturas de lavagem de dinheiro.

Os depoimentos subsidiarão o acompanhamento do Projeto de Lei das Facções Criminosas. Encaminhado pelo governo, o texto endurece o combate a essas organizações. Ele também cria mecanismos de rastreamento financeiro e prevê regras mais rígidas para líderes.

Os parlamentares devem questionar os diretores sobre a cooperação entre forças de segurança. Um exemplo citado é a Operação Carbono Oculto, realizada com a Receita Federal e o Gaeco. A operação combatia lavagem de dinheiro de uma grande facção paulista usando fintechs e postos de gasolina.

A CPI foi instalada no dia 4 deste mês e tem 120 dias para concluir seus trabalhos. A comissão é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e tem Hamilton Mourão (Republicanos-RS) como vice. Seu objetivo principal é identificar soluções para o combate ao crime organizado por meio do aperfeiçoamento da legislação.

Fonte: Agência Senado