O deputado estadual Binho Galinha, voltou a ser alvo de investigações em uma ofensiva conjunta do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Polícia Federal, Receita Federal e Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). A ação, batizada de Operação Estado Anômico, foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (1º), e cumpriu mandados de prisão preventiva, além de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos.
Entre as prisões, estão a esposa do deputado, Mayana Cerqueira da Silva, e o filho, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano. Segundo apuração do Notícias da Bahia, ambos foram detidos em Feira de Santana.
Ainda segundo apuração do Notícias da Bahia, há um mandado de prisão preventiva contra Binho Galinha. No entanto, o parlamentar não foi localizado até o momento.
De acordo com as investigações, Binho Galinha é apontado como o líder de uma organização criminosa de atuação estruturada, envolvida em lavagem de dinheiro, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas, jogo do bicho e associação para o tráfico. Mesmo sob medidas cautelares, o parlamentar teria mantido o comando do grupo, utilizando empresas de fachada e pessoas interpostas para movimentar recursos ilícitos.
A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens dos investigados, além da suspensão das atividades de uma empresa suspeita de ser usada para ocultação de valores.
A operação é considerada um desdobramento da “El Patrón”, deflagrada em dezembro de 2023, quando o MP-BA denunciou 15 pessoas, entre elas o deputado e familiares, por envolvimento em crimes semelhantes.
Com a nova fase, as autoridades buscam ampliar as provas contra o parlamentar e enfraquecer a estrutura financeira do grupo criminoso que ele é acusado de comandar.
