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Ex-assessor de Jair Bolsonaro é preso pela PF

Sede da Polícia Federal (PF) em Ponta Grossa, no Paraná — Foto: Paulo Roberto Martins/RPC

Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira (2), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A prisão ocorreu na residência dele. Martins foi encaminhado à Cadeia Pública Hildebrando de Souza, no mesmo município, e ficou sob responsabilidade do sistema penitenciário estadual, segundo a Polícia Penal.

A ordem de prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Corte, a medida foi adotada após o descumprimento de condições impostas no regime de prisão domiciliar.

Ao g1, o advogado Jeffrey Chiquini, responsável pela defesa de Filipe Martins, afirmou que o ex-assessor não descumpriu as medidas cautelares e informou que irá se reunir com outros advogados para definir os próximos passos da defesa. Segundo ele, Martins vinha cumprindo todas as determinações judiciais e não havia sido advertido anteriormente por descumprimento de ordens.

Filipe Martins estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro, com proibição de uso de redes sociais. Segundo o STF, ele violou a medida ao utilizar a rede social LinkedIn. No início da semana, o ministro Alexandre de Moraes solicitou manifestação da defesa após a juntada de informação aos autos indicando o uso da plataforma em 29 de dezembro de 2025. Na decisão que decretou a prisão, o ministro afirmou que a própria defesa reconheceu a utilização da rede social.

Em decisão, Moraes registrou que houve descumprimento da medida cautelar e rejeitou a justificativa apresentada pela defesa de que o uso das redes sociais teria ocorrido para fins relacionados ao exercício do direito de defesa.

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão pela Primeira Turma do STF em julgamento realizado no dia 16 de dezembro. Ele foi considerado culpado por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado, incluindo tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, tentativa de deposição do governo legitimamente constituído, danos ao patrimônio público, participação em organização criminosa e destruição de bem protegido por lei.

Além de Martins, outros cinco réus apontados como integrantes do chamado “núcleo 2” da trama golpista também foram condenados. Segundo o STF, os réus são acusados de integrar uma organização criminosa com o objetivo de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições.