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Ex-diretora de presídio volta a ser alvo de operação por fuga de detentos em Eunápolis

Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil cumpriu, na terça-feira (3), novos mandados de prisão e de busca e apreensão contra Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul do estado. A ação faz parte das investigações sobre a fuga de 16 presos registrada em dezembro de 2024. A ex-gestora é suspeita de ter colaborado para que os detentos conseguissem deixar a unidade prisional.

Joneuma já estava presa e permanece custodiada no Conjunto Penal de Itabuna. De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), ela teria atuado como peça-chave de apoio à facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis (PCE). As investigações também apontam que a ex-diretora mantinha um relacionamento amoroso com Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dadá”, apontado como líder do grupo e um dos principais beneficiados com a fuga.

Os novos mandados foram executados tanto no presídio de Eunápolis quanto na unidade de Itabuna. Além do caso da fuga, a polícia também apura uma tentativa de homicídio contra um ex-funcionário do presídio que se tornou testemunha importante na investigação. A suspeita é de que o crime tenha sido planejado para intimidar e silenciar quem colaborava com as autoridades.

Segundo o levantamento mais recente das forças de segurança, dos 16 presos que escaparam da unidade em 2024, apenas um foi recapturado até agora e dois morreram após confrontos com policiais. Outros 13 continuam sendo procurados. Entre eles está o próprio “Dadá”, além de integrantes apontados como parte da cúpula da facção.

As apurações também revelaram supostas regalias concedidas a membros do grupo dentro da unidade, como a entrada de eletrodomésticos e visitas sem fiscalização rigorosa. De acordo com os investigadores, os presos teriam utilizado uma furadeira para abrir passagem pelo teto da cela onde estavam. Apesar de agentes penais relatarem o barulho durante a perfuração, a direção da unidade teria demorado a tomar providências. Joneuma, que foi a primeira mulher a comandar o presídio de Eunápolis, segue presa e responde por crimes como corrupção e colaboração com organização criminosa.