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Executivos do Banco Master, Pleno e Will Bank visitaram o Banco Central 73 vezes

Executivos do Banco Master, Pleno e Will Bank visitaram o Banco Central 73 vezes
Banco Central - Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Oito sócios, executivos e ex-administradores do Banco Master, do Banco Pleno e do Will Bank entraram pelo menos 73 vezes no Banco Central (BC) entre janeiro de 2020 e outubro de 2025. As informações são do Metrópoles.

Essas e outras seis instituições sofreram liquidação judicial por suspeitas de fraudes financeiras e contábeis, entre outras irregularidades.

Dono do Banco Master e atualmente, Daniel Vorcaro é o líder do ranking, com 31 registros de entrada (quase 40% do total). As visitas se intensificaram a partir de fevereiro de 2024, ano em que a Polícia Federal (PF) começou a investigar o escândalo financeiro. Em 2025, por exemplo, o banqueiro esteve no Banco Central quinzenal ou até semanalmente, tendo papel central no diálogo com a autoridade.

O último registro de um dos citados foi justamente o de Vorcaro, em 1º de outubro – um mês antes de sua primeira prisão. A reunião ocorreu no gabinete do então chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do BC, Belline Santana. Posteriormente, ele virou alvo da PF pela suposta consultoria informal prestada ao banqueiro.

Vorcaro e o dono do Banco Pleno e ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, foram juntos ao BC em pelo menos oito ocasiões de outubro de 2024 a agosto de 2025. Três delas tiveram a participação do presidente do órgão, Gabriel Galípolo.

Um dos cofundadores do Will Bank, Walter Piana, foi pelo menos 10 vezes ao BC. O irmão e sócio do empresário, Giovanni Piana, e Augusto Lima, tiveram 9 agendas na instituição federal.

Oito das visitas dos irmãos Piana ocorreram em conjunto com o ex-diretor do Will Bank, Felipe Felix Soares de Sousa, de 2020 a 2024. O escritório de São Paulo, na prática, atuava como centro de manutenção operacional e Brasília como palco de grandes negociações, sobretudo lideradas por Vorcaro e Guga.