O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia global para 2026. A instituição alertou para risco de recessão se a guerra no Oriente Médio se prolongar. O anúncio ocorreu em novo relatório. O motivo principal é o impacto do conflito entre Estados Unidos, Irã e Israel sobre preços de energia e cadeias produtivas.
O FMI elevou a estimativa do PIB do Brasil de 1,6% para 1,9% em 2026. O país se beneficia por ser exportador líquido de energia, especialmente petróleo. O economista-chefe Pierre-Olivier Gourinchas afirmou que a escalada no Golfo Pérsico pode ter efeitos mais graves que tarifas comerciais. Em um cenário adverso, com petróleo acima de US$ 100 por barril, o mundo se aproximaria de uma recessão.
Os impactos esperados incluem: inflação global acima de 6% no cenário severo – novos apertos monetários por bancos centrais – desaceleração forte na Zona do Euro (crescimento de 1,1%) – e alta de custos para economias asiáticas e africanas. O relatório do FMI indica que a economia global entra em período de maior fragilidade. A vulnerabilidade a choques geopolíticos aumentou significativamente.
Apesar do ambiente externo desafiador, o Brasil conta com reservas internacionais elevadas, menor dependência de dívida em moeda estrangeira e câmbio flutuante. Esses fatores ajudam o país a enfrentar choques externos. O crescimento brasileiro segue moderado (1,9% em 2026 e 2% em 2027). O desempenho melhor do Brasil aparece como alívio pontual, dependente de fatores externos, segundo o fundo.
Com informações da Agência Brasil
