O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) preste esclarecimentos à Polícia Federal (PF). O parlamentar arquivou uma notícia-crime contra autoridades, que foi considerada sem elementos mínimos suficientes para comprovação dos indícios.
Isso motivou a ação de Moraes, relator do caso. O parlamentar baiano e bolsonarista poderá responder por delito de comunicação falsa de crime, pela ausência de fundamento para a acusação das autoridades citadas na queixa. O prazo para oitiva do deputado é de 15 dias.
“Alexandre de Moraes coloca a Polícia Federal atrás de mim, para me ouvir e me investigar. Já fiz uma apuração incial e de fato saiu a determinação do Moraes. Ainda não sei as motivações e vou me aprofundar sobre o que está acontecendo”, reagiu o parlamentar, através das redes sociais.
Leandro de Jesus acusou o ministro Flávio Dino e o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Marco Edson Gonçalves Dias, da suposta prática do crime de omissão imprópria.
- Para o deputado estadual, Dino teve conhecimento prévio – quando era ministro da Justiça nos ataques de 8 de janeiro de 2023, e que deveria ter atuado para impedir lesões à democracia e ao patrimônio público;
- Sobre Gonçalves Dias, o ex-ministro do GSI estava presente durante as manifestações, mas não teve ações e nem adotou medidas para conter os ataques.
Após a realização do depoimento e o retorno dos autos pela PF, o processo será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR).
“Mas, é óbvio, a gente viu nos últimos anos perseguições, pessoas inocentes presas e a utilização do judiciário como ferramenta de perseguição política, pra mim não é surpresa estar na mira do Moraes. Mas quero deixar um recado para os meus apoiadores: não vou recuar”, afirmou o deputado.
