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Motoristas de app denunciam abandono e falta de estrutura no novo ponto do Aeroporto de Salvador

Vick Passos, representante da Coopmmap - Wandel Cerqueira/Notícias da Bahia

A situação dos motoristas de aplicativo que trabalham no Aeroporto Internacional de Salvador voltou a gerar reclamações. Em entrevista ao Notícias da Bahia, durante reunião entre direção do aeroporto e a categoria nesta quarta-feira (8), Vick Passos, representante da Coopmmap (Cooperativa de Motoristas por Aplicativo da Bahia), denunciou as condições precárias do novo espaço provisório destinado à categoria.

Segundo ele, o local reservado para os condutores é descampado, sem cobertura, água potável ou banheiros, o que torna o ambiente insalubre e sem condições mínimas de trabalho.

“O espaço é totalmente descampado, sem qualquer tipo de infraestrutura. Precisamos, pelo menos, de toldos, bebedouros e sanitários”, afirmou Vick Passos ao Notícias da Bahia.

A mudança, que ocorreu de forma repentina, pegou os motoristas de surpresa. De acordo com o representante da Coopmmap, não houve aviso prévio sobre o bloqueio do sinal da Uber na área principal do aeroporto.

“A Uber avisou que haveria mudança, mas não explicou o que seria. À meia-noite do dia 6, o sinal foi cortado, e muitos trabalhadores passaram a madrugada sem entender o que estava acontecendo, porque o aplicativo simplesmente não funcionava”, relatou.

Além da falta de estrutura, a instabilidade do sinal da Uber no novo ponto também tem causado prejuízos. O espaço é pequeno e fica distante das torres de transmissão, o que, segundo Vick, dificulta a conexão e faz com que os motoristas saiam da fila de espera involuntariamente.

“É necessário instalar repetidores ou uma torre de internet para que os motoristas não sejam prejudicados com a falta de sinal”, cobrou.

Outro problema apontado é a distância do ponto até o terminal de embarque. O trajeto pode ultrapassar dez minutos, o que aumenta o tempo de espera e faz com que muitos passageiros cancelem as viagens.

“O trajeto é longo, cerca de 10 quilômetros. Precisamos sair do aeroporto, dar a volta no viaduto de São Cristóvão e retornar. Isso faz o passageiro desistir da corrida e o motorista perde tudo”, lamentou Vick.

Mesmo diante das dificuldades, o representante afirma que a categoria busca diálogo com a administração do aeroporto e com a Uber para encontrar uma solução definitiva.

“Queremos entender qual é o projeto real da empresa que administra o aeroporto e ter uma convivência harmônica com todos, melhorando as condições de trabalho dos motoristas e garantindo mais dignidade”, finalizou.

*Com informações do repórter Wandel Cerqueira