O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou à Justiça 37 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa especializada em rifas ilegais e lavagem de dinheiro, com movimentações que podem ter chegado a R$ 500 milhões. A ação, divulgada nesta sexta-feira (9), faz parte da segunda fase da Operação Falsas Promessas, que já prendeu temporariamente o policial militar e influenciador digital Lázaro Alexandre Pereira de Andrade, conhecido como “Tchaca”.
De acordo com o Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), o esquema operava com múltiplos núcleos interligados que fraudavam sorteios de rifas para evitar a entrega de prêmios e lavavam o dinheiro por meio de empresas de fachada, laranjas e contas bancárias de terceiros. “Eles atuavam em um consórcio delitivo bem estruturado para maximizar lucros e dificultar o rastreamento dos valores”, afirmou o MP em nota.
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Entre os denunciados estão os supostos líderes da organização: José Roberto Nascimento dos Santos (Nanan), Ramhon Dias de Jesus Vaz e Josemário Aparecido Santos Lins. Eles responderão por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e promoção ilegal de jogos de azar.
A investigação revelou que o grupo agia em “escala quase industrial”, fraudando sistematicamente os resultados das rifas para manter os prêmios dentro da própria organização. O caso segue em segredo de Justiça, e o MP aguarda a análise do judiciário para dar continuidade às ações.
