Carbono Oculto da Polícia Federal investiga um esquema bilionário de combustíveis controlado pelo PCC e que, segundo fontes, deve em breve atingir políticos de partidos do Centrão, como União Brasil e Progressistas. A megaoperação, que já causou alerta no Planalto, cumpre mandados contra postos e fintechs ligadas ao crime organizado.
De acordo com informações da PF, a investigação avança para desarticular a rede criminosa que atua em vários elos da cadeia de combustíveis, desde a produção e comercialização até a ocultação de patrimônio por meio de fintechs e fundos de investimento. Fontes ligadas ao caso indicam que a operação deve em breve atingir integrantes de duas legendas que buscam uma federação partidária: União Brasil e Progressistas.
O envolvimento de figuras políticas dessas siglas já foi tema de conversas entre ministros do governo Lula. O próprio presidente se referiu indiretamente ao caso, destacando a infiltração do crime organizado. “Agora, vamos colocar as fintechs com uma apuração mais rígida, porque nós descobrimos que tem muita gente ligada ao crime organizado”, afirmou Lula em entrevista à Rádio Itatiaia.
Leia também:
PM e Gaeco desarticulam plano do PCC para matar promotor em Campinas
A Operação Carbono Oculto é considerada uma das maiores da história do país no combate ao crime organizado. Deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federal em parceria com o Ministério Público de São Paulo, a ação visa atingir o “andar de cima” do esquema, conforme citado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e corroborado pelas declarações presidenciais.
