Por Morgana Montalvão e Jesus Souza – Foto Jesus Souza
Uma reunião no Centro Administrativo de Lauro de Freitas (CALF), na tarde desta-sexta feira (17), reuniu gestores municipais, Secretaria da Fazenda e representantes de servidores públicos, o qual foi debatido, o pagamento de salário, referente ao mês de dezembro de 2024.
A administração lauro-freitense apresentou proposta de parcelamento, em seis vezes, do salário atrasado dos servidores referente a dezembro de 2024. A sugestão foi anunciada pelo secretário municipal da Fazenda, Antônio Ricardo Góis Pereira.
“O encaminhamento da proposta que temos a fazer é o seguinte: processamos a folha, fazemos essas retenções, pagamos essa despesa extra orçamentária (- que são as retenções feitas -, e o valor líquido da folha de dezembro que conseguimos encaixar no fluxo. Ainda assim, ajustando, seria parcelado em seis meses. Além disso, temos o compromisso de pagar a folha de janeiro dentro do mês de janeiro, ou seja, anteciparíamos o pagamento: em vez de fazê-lo no quinto dia útil de fevereiro, trazendo-o o quanto antes em janeiro, na medida do possível, mas com certeza dentro do mês de janeiro. Elaboraríamos, ainda, um calendário de pagamento da folha para o ano inteiro, onde o servidor saiba exatamente o dia em que vai receber. Essa é a proposta que se encaixa nas finanças do município”, explicou.
Categoria rejeitou proposta
Valdir Silva, representante da Comissão dos Servidores Municipais e presidente do Sindicado dos Professores de Lauro de Freitas, disse que movimento não vai aceitar proposta da Prefeitura.
“Eu acho importante, porque se trata de um assunto de interesse público, um assunto de serviço público. Aqui estão os servidores que prestam serviço público de qualidade à sociedade de Lauro de Freitas. Eu quero deixar bem claro para o secretário da Fazenda que a gente entende todo o número de trás para frente que ele está trazendo aí. A gente sabe que Lauro de Freitas se tornou uma cidade bilionária, com a receita de mais de um bilhão dentro do município, mas a gente sabe que essa receita e despesa que está sendo dita aqui, ela é anual O Conselho Municipal de Educação protocolou um ofício de várias contas do município, de recursos próprios, do Fundef [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério] e do salário de educação. Quando é tirado do MDE [Manutenção e Desenvolvimento do Ensino] para mandar para o fundo, sobra 5%. Então, de todas essas contas, cadê o extrato disso? A gente tem que ter uma visualização dessa conta. Se há recurso ou se não há recurso para a gente debater conjuntamente aqui e achar uma saída. Não dá para apresentar uma proposta de seis parcelas do mês de dezembro porque ninguém vai aceitar. A categoria aqui presente está com a corda no pescoço e não vai aceitar um parcelamento e antecipação de janeiro. A gente entende que o município vai honrar os seus compromissos”, diz ele.
Segundo Silva, o sindicato espera que o município pague o salário de dezembro de 2024 e que o movimento irá continuar com rodas de negociação para resolver quanto ao salário do mês de janeiro.
“Pague o salário de dezembro, que a gente continua com a mesa permanente de negociação, a gente vai entender que vai passar o mês de janeiro um pouco atrasado, mas o movimento vai concordar, vai levantar o seu acampamento, vai se acalmar e ajudar o município a encontrar solução do mês de janeiro. O que não pode, é a gente ficar dezembro todo atrasado, esperando seis vezes cair o salário e sair no prejuízo. O movimento não vai aceitar essa proposta de parcelar o pagamento em seis vezes. Nós já passamos a nossa proposta e ela é bem sensata. Nós queremos uma solução”, disse.
