A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, apresentou uma nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, empresa responsável pelo Facebook, WhatsApp e Instagram. O partido acusa a plataforma de descumprir uma determinação da Corte sobre igualdade entre as campanhas presidenciais e afirma que a situação prejudica a divulgação dos conteúdos eleitorais de Lula.
Segundo Éden Valadares, secretário nacional de Comunicação do PT, a decisão do tribunal para que a Meta garantisse igualdade entre as candidaturas não está sendo cumprida. Ele afirmou que o processo interno de investigação está avançando, mas cobrou uma atitude da empresa. “Nós esperamos que a Meta pare de beneficiar a campanha do lado do Bolsonaro e tenha um comportamento ético, condizente com a organização brasileira”, disse.
No domingo (18), após o debate entre os candidatos na Band, a conta oficial da campanha de Lula no Instagram, @brasilcomlula, ficou impedida de solicitar convites para publicações conjuntas, conhecidas como collabs. A restrição teria começado por volta das 22h50, segundo denúncia divulgada por Valadares em vídeo nas redes sociais.
O recurso permite que uma publicação seja compartilhada entre diferentes perfis. Com a restrição, a conta da campanha ficou impossibilitada de fazer novos pedidos de colaboração, o que, segundo o PT, prejudicou a circulação de vídeos e mensagens relacionados ao debate.
A sigla também questiona o funcionamento da inteligência artificial da Meta. Segundo o partido, a ferramenta tem favorecido a geração de imagens com o número 22, associado ao senador Flávio Bolsonaro (PL), inclusive em situações nas quais o nome do candidato não é mencionado.
Protesto contra Meta e Google em São Paulo cobra transparência e neutralidade nas redes
