O ministro da Casa Civil, Rui Costa, falou nesta segunda-feira (2) sobre o Banco Master e a atuação do Banco Central após a entrega da mensagem do Poder Executivo ao Congresso Nacional. Ao comentar o tema, afirmou que cabe ao Parlamento definir a forma de apuração e que o Executivo não deve interferir nas decisões do Legislativo.
“Quem define a forma de apurar, como apurar, é o parlamento. Acho que o governo não cabe entrar no parlamento e ficar opinando sobre a forma de apuração. No executivo, esta apuração já está em impulso através da Polícia Federal, através dos organismos próprios de apuração, assim como também o Ministério Público Federal e o Judiciário eventualmente serão acionados posteriormente”, afirmou o ministro.
Segundo Rui Costa, o Executivo já iniciou procedimentos administrativos e policiais. “Então eu diria que, do ponto de vista do executivo, ele já iniciou a apuração com os órgãos, seja por ações internas administrativas através do Banco Central, seja por apurações da Polícia Federal e as apurações do parlamento. Cabe ao parlamento definir e não acho que cabe ao Poder Executivo ficar decidindo ou opinando sobre a forma que o parlamento decidirá ou não e os caminhos que ele escolherá para acompanhar ou para apurar”, disse.
Nesta segunda-feira (2), foi protocolado o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. O requerimento foi apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSD-DF) e, de acordo com nota divulgada, reúne 201 assinaturas de apoio. A CPI pretende apurar a negociação de R$ 12 bilhões em títulos e carteiras de crédito entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), com possível prejuízo ao banco público estimado em, ao menos, R$ 5 bilhões.
Questionado sobre a CPI, Rui Costa afirmou. “Acredito que os deputados do PT e de outros partidos já estão assinando as CPIs e já estão se posicionando a favor. Eu não acho que o executivo tenha que interferir na definição de quem monta ou não. Cabe aos parlamentares, deputados, senadores, escolherem qual é o melhor caminho. O executivo já escolheu qual é o caminho que é da apuração de responsabilidades”, afirmou. O ministro completou: “Repito, da administrativa através do Banco Central e policiais investigativas através da Polícia Federal. Cada poder tem sua tarefa, tem suas atribuições e é importante que cada poder fique nos limites do que é o seu papel”.
