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Rússia e Ucrânia trocam ataques com mísseis em meio a impasse sobre cúpula Trump-Putin

Bombeiro controlam fogo após ataques - Foto: Reprodução/Ministério de Situações de Emergência da Rússia/Telegram

Rússia e Ucrânia realizaram novos ataques com mísseis durante a noite, intensificando o conflito enquanto as negociações diplomáticas seguem sem avanços. Autoridades ucranianas informaram nesta quarta-feira (22) que os bombardeios russos mataram seis pessoas, entre elas duas crianças, em Kiev e na região metropolitana, além de provocar cortes de energia em várias áreas do país.

Em resposta, as Forças Armadas da Ucrânia confirmaram que utilizaram mísseis franco-britânicos Storm Shadow, lançados por aeronaves, para atingir uma fábrica de produtos químicos localizada na região de Bryansk, no sul da Rússia. Moscou ainda não divulgou balanço oficial sobre os danos causados pelo ataque.

O aumento da violência ocorre em meio a incertezas sobre uma possível reunião entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin. Embora ambos tenham conversado na semana passada e sinalizado a intenção de realizar uma cúpula na Hungria, a Casa Branca declarou na terça-feira (21) que não há planos imediatos para o encontro. Segundo Trump, não deseja participar de uma reunião “desperdiçada”, posição que o Kremlin também afirma compartilhar.

Apesar da declaração norte-americana, autoridades russas sustentam que os preparativos continuam. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que ainda não há data definida e que “é necessária uma preparação completa antes disso, e isso leva tempo”. Ele acrescentou que muitas informações divulgadas sobre o tema são “rumores e especulações”.

O impasse diplomático se agravou após a Rússia reiterar aos Estados Unidos suas condições para um acordo de paz, incluindo a exigência de que a Ucrânia ceda o controle integral da região de Donbas, no sudeste do país. A proposta contraria a posição de Trump, que havia defendido na semana anterior a manutenção das linhas de frente atuais como base para negociações.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, declarou à agência estatal RIA que não poderia confirmar se Moscou transmitiu formalmente essa posição a Washington, mas reforçou que “os preparativos para a cúpula continuam” e que, apesar das dificuldades, “é exatamente para isso que servem os diplomatas”.