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Subprefeita de Salvador pede desculpas após publicar mensagem sobre recusa de serviços públicos

Subprefeita de Salvador pede desculpas após publicar mensagem sobre recusa de serviços públicos
Foto: Reprodução/Redes sociais/Instagram/@kellymorais_44

A pedagoga Kelly Morais, subprefeita da Prefeitura-Bairro de Valéria, em Salvador, pediu desculpas publicamente após compartilhar nas redes sociais uma mensagem que associava o slogan político “Faz o L” à recusa de serviços públicos, como regulação médica, consultas e fornecimento de medicamentos.

A publicação foi feita no Instagram e gerou repercussão por sugerir que pedidos de acesso a serviços essenciais fossem recusados em razão do posicionamento político dos cidadãos.

Na imagem divulgada, Kelly utilizou a expressão “Faz o L”, associada a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acompanhada de frases como “Não me peça ajuda na regulação”, “Não me peça consultas” e “Não me peça medicação”.

O episódio ocorreu após o segundo turno das eleições presidenciais. Durante a disputa, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), declarou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição.

Subprefeita reconhece erro e publica pedido de desculpas

Horas após a repercussão da postagem, Kelly Morais divulgou uma carta aberta à população de Salvador, na qual reconheceu que a mensagem compartilhada foi inadequada e afirmou que não há justificativa para a atitude.

“Errei ao compartilhar uma mensagem que pode ser interpretada como falta de empatia diante das dificuldades enfrentadas diariamente por tantas famílias. Não há justificativa para isso”, declarou.

A subprefeita também ressaltou que a publicação não representa o posicionamento oficial da Prefeitura de Salvador e reconheceu a legitimidade das críticas recebidas.

Segundo Kelly, o episódio deve servir como oportunidade de reflexão sobre sua conduta e sua responsabilidade no exercício da função pública. Ela acrescentou que sua trajetória de proximidade com as comunidades não elimina o erro cometido.

“Quem procura o poder público em busca de ajuda merece ser ouvido, respeitado e acolhido. Jamais deve encontrar indiferença”, escreveu.