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Universidades públicas entre as melhores e particulares com notas insatisfatórias; veja resultados

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Entrada da Universidade Federal da Bahia - Foto: UFBA

Os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina (Enamed 2025), divulgados nesta segunda-feira (19), pelo Ministério da Educação (MEC), revelaram um retrato de fortes contrastes no ensino médico da Bahia. Enquanto instituições do interior do estado alcançaram desempenho de excelência, quase metade dos cursos avaliados apresentou rendimento considerado insatisfatório e deverá sofrer sanções.

Ao todo, 26 cursos de Medicina foram avaliados na Bahia. Apenas quatro conquistaram a nota máxima, conceito 5, todas localizadas fora da capital. Entre elas estão a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus; a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), ambas em Vitória da Conquista; além da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Paulo Afonso.

Outras seis instituições alcançaram conceito 4, enquanto três obtiveram nota 3, considerada satisfatória. No entanto, o dado que mais chama atenção é que 12 cursos — o equivalente a quase 50% do total avaliado no estado — receberam conceito 2, classificação vista pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) como desempenho abaixo do esperado.

Esses cursos com avaliação insuficiente estão distribuídos em diversas regiões da Bahia e incluem instituições localizadas em cidades como Salvador, Lauro de Freitas, Barreiras, Eunápolis, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Alagoinhas, Itabuna, Jacobina, Irecê e Juazeiro, muitas delas vinculadas a grandes grupos educacionais.

Diante do resultado, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o MEC irá aplicar penalidades às instituições que obtiveram notas 1 ou 2. Entre as medidas previstas estão restrições no acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), suspensão da abertura de novas vagas e, em casos de reincidência, até o fechamento dos cursos.

O cenário baiano acompanha uma tendência nacional. Em todo o país, 351 cursos de Medicina foram avaliados e cerca de 30% apresentaram desempenho abaixo da média. Destes, 24 receberam nota 1 — pontuação que não foi registrada na Bahia. Aproximadamente 89 mil estudantes participaram do exame, sendo 39 mil concluintes. Segundo o Inep, apenas 67% dos avaliados alcançaram resultado considerado proficiente, enquanto quase 13 mil não demonstraram conhecimento suficiente.