O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, reafirmou o compromisso do país latino com sua soberania nacional em resposta ao deslocamento do porta-aviões USS Gerald Ford no Caribe. Em declaração nesta sexta-feira (24), o ministro alertou: “Estamos enfrentando a pior ameaça em mais de 100 anos, ameaça militar do desdobramento aeronaval dos Estados Unidos, cada dia se aproximando mais das costas venezuelanas”. O Pentágono confirmou o envio do maior navio de sua frota para a região, ampliando as tensões com Caracas.
Padrino López garantiu que as Forças Armadas Nacional Bolivariana (FANB) mantêm-se preparadas para defender o território nacional. “A FANB não vai permitir um governo ajoelhado, escravo, genuflexo aos interesses dos Estados Unidos”, afirmou durante evento no Hospital Militar Dr. Carlos Arvelo. O ministro criticou a postura belicista do presidente Donald Trump e defendeu “um pacto de não agressão para que este mundo prossiga pelo caminho que já decidiu, um mundo multipolar, sem hegemonismos”.

O presidente Nicolás Maduro anunciou o preparo de 5.000 mísseis antiaéreos de origem russa para garantir a segurança do país. Este anúncio ocorre enquanto os Estados Unidos intensificam sua presença militar na região com destructores de mísseis guiados, caças F-35, um submarino nuclear e aproximadamente 6.500 soldados. Recentemente, Trump admitiu ter autorizado operações confidenciais da CIA na Venezuela e considerado ataques terrestres contra supostos cartéis de droga.
O governo venezuelano acusou os EUA de “assassinato extrajudicial” no Caribe após um ataque norte-americano a um barco que teria resultado em seis mortes. Washington justificou a ação alegando combate ao narcotráfico, mas Caracas questiona as verdadeiras intenções por trás das operações, classificando-as como parte de uma guerra multiforme destinada a forçar mudança de regime e controlar os recursos naturais do país.
