O vice-presidente da Bolívia, Edmand Lara Montaño, afirmou em um pronunciamento que Fernando Cerimedo, antigo aliado de Javier Milei e da família Bolsonaro, teria mais poder que ele no governo local. De acordo com Montaño, Cerimedo tinha forte poder decisório no governo do presidente Rodrigo Paz, participando de reuniões de gabinete e interferindo em nomeações ministeriais e na linha editorial de veículos de comunicação.
A declaração ocorre após a prisão de Cerimedo pela Procuradoria, acusado de tentativa de feminicídio. Diante disso, o vice-presidente cobrou transparência sobre a chegada e atuação do assessor no país. A Justiça da Bolívia decretou nesta sexta-feira (21) seis meses de prisão preventiva para o argentino, assessor pessoal do presidente Rodrigo Paz e investigado como principal suspeito de planejar um atentado a tiros contra sua ex-companheira, a advogada boliviana Nadia Beller.
O argentino é conhecido por assessorar campanhas eleitorais de candidatos de direita em diferentes países da América Latina, entre eles Javier Milei, na Argentina, Jair Bolsonaro, no Brasil, Nasry Asfura, em Honduras, além do próprio Rodrigo Paz.
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Relação com a família Bolsonaro
Ao final das eleições de 2022 no Brasil, o rosto de Cerimedo ficou conhecido nacionalmente. Isso porque após o argentino divulgou uma live com informações falsas sobre a legitimidade das urnas eletrônicas. O conteúdo foi amplamente divulgado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e por fim, foi suspenso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na gravação, o consultor falava sobre um suposto relatório com dados que comprovariam fraude no processo eleitoral brasileiro. A Justiça Eleitoral, porém, fez questão de desmentir as alegações.
