Depois do senador e pré-candidato a presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), outro político do Congresso Nacional se envolveu com o dinheiro de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Trata-se do presidente do Senado, Hugo Motta (Republicanos), junto com Ciro Nogueira (PP).
De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), o banqueiro pagou diárias em um hotel em Lisboa-POR, para Motta, e Ciro em 2024. A informação consta no relatório das investigações da Operação Compliance Zero, produzido em abril deste ano.
Contudo, o documento se tornou público nesta semana, após ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master, derrubar o sigilo das informações.
Segundo a PF, mensagens de WhatsApp encontradas no celular do banqueiro revelam que Vorcaro solicitou a um aliado chamado Leo Serrano, no dia 18 de junho de 2024, a realização de reservas de hotel na capital portuguesa para “Ciro e Hugo”. De acordo com os investigadores, nomes se referem ao presidente da Câmara e ao senador.
De acordo com a PF, o custo de cinco diárias no hotel foi de aproximadamente 3 mil euros, equivalente a R$ 18 mil. Uma fatura do pagamento foi encontrada no e-mail do banqueiro.
Segundo informações do g1, Motta – mesmo não estando entre os investigados, admitiu a interlocutores ter viajado para Portugal em um jato de Vorcaro, à convite de Ciro Nogueira – investigado pela PF.
O relatório da Operação Compliance também revelou a proximidade entre Ciro Nogueira e Vorcaro. Segundo a PF, Ciro teve viagens pagas por Vorcaro a Paris, Nova Iorque e Courchevel, nos Alpes franceses. Pelos cálculos da corporação, as viagens custaram mais de R$ 400 mil.
