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Prefeito de Tacuru afasta servidor suspeito de ameaçar envenenar indígenas

Prefeito de Tacuru afasta servidor suspeito de ameaçar envenenar indígenas
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O prefeito de Tacuru (MS), Rogério Torquetti, confirmou ao g1 que o áudio em que uma pessoa sugere envenenar indígenas da região foi gravado por um servidor público municipal. O funcionário foi afastado das funções e será alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O nome dele não foi divulgado.

A denúncia veio a público nesta terça-feira (27), após lideranças indígenas relatarem ameaças contra moradores da região. O caso levou o governo federal a acionar a Polícia Federal (PF), que deverá investigar o conteúdo do áudio.

Segundo Torquetti, a gravação circula desde domingo (25), dia do segundo turno das eleições, e teria como alvo moradores da Aldeia Sassoró, localizada em Tacuru. Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito negou que o servidor trabalhasse na distribuição de água no município.

“Esse servidor, um excelente servidor, inclusive, trabalha na infraestrutura, com caminhão-caçamba. De antemão, até o momento a gente não foi intimado por nenhuma esfera. Nosso jurídico entendeu que um processo administrativo será aberto e que o servidor será afastado”, afirmou.

O prefeito também declarou que a administração municipal está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sobre o caso.

Prefeito pede desculpas à comunidade indígena

Em outra gravação publicada nas redes sociais, Torquetti esteve na Aldeia Sassoró ao lado de uma moradora da comunidade. No vídeo, ele afirmou que as divergências políticas após as eleições não devem provocar conflitos e pediu desculpas pelas declarações registradas no áudio.

O prefeito também pediu que os moradores perdoassem as pessoas responsáveis pela gravação, caso as falas tivessem causado ofensa à comunidade.

Governo federal aciona Polícia Federal

O caso ganhou repercussão após publicações da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) nas redes sociais. A entidade acionou o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), que encaminhou uma denúncia à Polícia Federal e solicitou a apuração dos fatos.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias em que o áudio foi gravado, a autoria das declarações e as possíveis responsabilidades relacionadas às ameaças contra os indígenas de Tacuru.