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Correios anunciam primeira fase de plano de reestruturação operacional e financeira

Depósito dos Correios do Brasil - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A direção dos Correios apresentou nesta quarta-feira (15) a primeira fase do plano de reestruturação da empresa. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa realizada na sede da estatal. As ações foram estruturadas a partir de uma análise do balanço financeiro conduzida nos primeiros dias da atual gestão.

A reestruturação está dividida em três grupos de medidas: corte de despesas operacionais e administrativas, diversificação de receitas e recuperação da liquidez da empresa.

No primeiro grupo, a estatal prevê um novo programa de demissões voluntárias (PDV), com base em um diagnóstico da força de trabalho. O objetivo é identificar áreas ou regiões com desempenho abaixo do esperado. Empregados nessas condições poderão aderir ao programa. A empresa também dará início à venda de imóveis ociosos e à renegociação de contratos com os principais fornecedores, buscando ajustes nas condições comerciais.

No segundo grupo de medidas, os Correios informaram que trabalham na reaproximação com grandes clientes e na avaliação de atividades que possam ser integradas à rede logística da empresa, com foco no setor de serviços financeiros, com base em experiências internacionais.

A terceira frente envolve ações voltadas à liquidez da estatal. Para atender à demanda de caixa prevista para 2025 e 2026, os Correios buscarão uma operação de crédito no valor de R$ 20 bilhões. O modelo será estruturado por meio de um consórcio de bancos, com condições alinhadas ao mercado.

Segundo o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, o plano foi formulado com base em critérios técnicos e operacionais. O dirigente também informou que o aval do Conselho de Administração será o primeiro passo para a negociação da operação de crédito. A captação dos recursos dependerá da análise do mercado e do cumprimento das regras de governança das empresas estatais.

As próximas fases do plano dependerão da efetiva recuperação da capacidade operacional e financeira da empresa. A direção afirma que continuará avaliando medidas que ampliem a eficiência da operação e aumentem a geração de receitas.

Os Correios são responsáveis pela atividade postal nacional e pela principal rede logística do país, com presença em todos os municípios. A estatal possui mais de 10 mil agências, 23 mil veículos e cerca de 80 mil empregados.

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